Ser mãe é…
No ultimo final de semana, fiz essa página para registrar o Dia das Mães deste ano. O detalhe ficou para o papel vegetal do envelope: era branco, mas eu imprimi um fundo e um selinho. Dentro, dois cartões com o journaling: Ser mãe, ser filha.
O journaling diz o seguinte:
SER MÃE
É se deparar de repente com um serzinho que depende inteiramente de você.
É ter muitas dúvidas, acertar e errar – mas sempre com boa intenção.
É acordar de madrugada para acudir o filho com tosse.
É ter o privilégio de acompanhar a formação de um ser humano.
É descobrir de repente que você não é mais tudo para ele.
É sentir o maior amor do mundo.
SER FILHA
É ter alguém que lhe ajude sempre a descobrir a melhor direção.
É ter um porto seguro para recorrer nas dificuldades.
É ter um exemplo de como agir com nossos filhos.
É contar com um colo sempre disponível para nos acalentar.
É ter a certeza de ser amado incondicionalmente por alguém.
Hoje eu acrescentaria mais uma frase nesse journaling: Ser mãe é despencar do trabalho para o pronto-socorro, largando tudo e todos, pra ficar ao lado do seu filho acidentado.
É isso mesmo! Acabei de vir do pronto-socorro, onde estava desde as 11 horas da manhã, quando ligaram do colégio do meu filho dizendo que ele tinha caído e precisava levar pontos. Quando cheguei lá, ele estava com o queixo dilacerado, o rosto todo ralado e roxo, e não falava coisa com coisa. Fiquei super nervosa, claro.
Só pra encurtar a história: há duas semanas, no dia 26 de maio, meu filho de 14 anos fez uma pequena fratura e torceu o ligamento do pé jogando futebol. Em vez de colocar gesso, preferimos colocar aquelas botas imobilizadoras, porque ficaria mais confortável para ele, uma vez que é mais leve e ele pode tirar para tomar banho.
Só que ele hoje foi à escola, levou o tênis (foi premeditado!), tirou a bota e foi jogar bola. Ainda foi correr no pátio, mas como a perna não estava obedecendo, caiu de cara no chão e bateu com a cabeça em um degrau. Desmaiou e cortou o queixo. Quando eu cheguei no hospital (ele foi na ambulância do colégio), não falava coisa com coisa. O médico disse que era por causa do trauma na cabeça. Passamos o dia fazendo exames e parece que nada de mais grave aconteceu. Só que agora, além da bota e das muletas, ele ainda ganhou uma coleira no pescoço (para imobilizar também), os pontos no queixo e mais uma mancha roxa enorme do lado esquerdo do rosto. Olhando pra cara dele, parece que foi atropelado…
Cada susto que a gente passa, não é?
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