Inspiração na arte
Desde que comecei a aprender um pouco mais sobre arte, no curso Masterful Art Journaling, da Dina Wakley (para quem não sabe, Dina é professora no Phoenix Art Museum, nos Estados Unidos), tornei-me muito mais observadora e interessada. Então, claro que não poderia perder a exposição Matisse Hoje, na Pinacoteca de São Paulo, parte das comemorações do Ano da França no Brasil.
Reunindo desde as primeiras paisagens pintadas por Henri Matisse até os papeis recortados que o fascinaram até sua morte, em 1954, a mostra é uma “microspectiva” composta por um conjunto de obras que abrange todos os períodos e técnicas: pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e livros ilustrados. Fiquei horas observando as pinceladas, as cores utilizadas, os detalhes nos desenhos, os backgrounds trabalhados e os papeis recortados – técnicas que podemos, tranquilamente, utilizar em scrapbook ou art journal (vejam bem, as técnicas, ninguém aqui quer pintar ou desenhar como Matisse).
Bom, vamos à exposição! Quem entende de arte, me perdoe, vou falar aqui apenas do que senti vendo as obras e de como elas me inspiraram, sem nenhuma pretensão mais séria.
A ponte Saint Michel, 1900
Adorei os traços impressionistas deste quadro e as cores utilizadas, que me lembraram a aula de Van Gogh no curso da Dina (ele também utilizava muito as cores complementares, como azul com amarelho ou laranja)
Interior em Nice – a Sesta, 1922
Incrível como mesmo utilizando cores fortes essa obra tem uma leveza, uma suavidade, que nos faz descansar junto com a modelo retratada. Adorei a riqueza dos detalhes da poltrona, paredes, tapete e vaso de flores, sem falar na perfeição da janela, que nos faz sentir o clima de praia.
Litografia
Mesmo com ausência de cor, os desenhos de Matisse são riquíssimos em detalhes. Nesse, por exemplo, dá até para sentir a textura do tecido da poltrona. Aliás, pelo pouco que vi na exposição, percebe-se que Matisse tinha verdadeira obsessão por tapeçarias e tecidos, principalmente os orientais.
O que mais me impressionou nesta obra (desculpem, não anotei o nome; se alguém souber, pode falar que eu corrijo) foi saber que o quadro foi refeito 13 vezes. E Matisse não se preocupava em apagar completamente a pintura anterior. Atrás da modelo dá para ver claramente um outro perfil, com traços mais detalhados do que os da obra final, de traços retos. O background também foi composto por várias cores, que aparecem levemente sob o branco.
Natureza morta com magnólia, 1941
O uso de cores complementares, como vermelho-verde e azul-amarelo, dão um tom vibrante à obra, resssaltando os objetos. Esse é um dos quadros que Matisse mais gostava.
Papeis recortados
Entre as obras que mais me impressionaram na exposição estão os papeis recortados, última fase da obra do pintor. Estudando as cores e as formas, a técnica é facilmente reproduzível em nossas colagens e páginas de scrapbook. Algo para eu me desafiar nos próximos meses.
Quem quiser ver outras fotos que tirei durante minha visita à exposição Matisse Hoje, passe na minha galeria do Flickr. Há muito mais fotos por lá. Até mais!
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