Vamos fazer a nossa parte?
Hoje, excepcionalmente, o post não será sobre scrapbooking, nem mixed media. Será sobre um assunto um pouco mais sério: a violência urbana. Alguns fatos recentes, que aconteceram bem perto de nós, fizeram com que eu parasse para pensar: podemos fazer alguma coisa? E, como o que eu posso e sei fazer é atuar nas redes sociais (aliás, isso é parte do meu trabalho), resolvi abrir uma página no Facebook com o título: Mães Contra a Violência.
Aqui, vou reproduzir o post inicial da página, que explica bem do que se trata:
Sexta-feira, 4 de março de 2011. Véspera de Carnaval. Meu filho liga para avisar que não terá aula na faculdade à noite. Mataram um aluno da ESPM, durante um roubo de carro na Vila Mariana, São Paulo.
Quarta-feira, 9 de março de 2011, 5h50 da manhã. Meu filho me acorda, ele tem lágrimas nos olhos. “Mãe, acabei de saber que um amigo meu morreu!”. Eu acordo, ainda meio tonta: “Quem? Como?” “Era um amigo meu da internet, eu já encontrei com ele algumas vezes, tinha falado com ele no Twitter um pouco antes dele levar o tiro.”
No dia seguinte, a cena do assassinato do Cadu, divulgada na televisão e na internet, é chocante. O bandido voltou ao portão, e atirou à queima-roupa, sem levar nada. Ontem, 15 de março, encontraram os assassinos. Foram quatro, prenderam três deles e o único menor de idade, claro, assumiu os disparos. O motivo? “Ele bateu o portão na minha cara”, disse o assassino de 16 anos.
Não dá mais para vermos cenas e cenas como essas, e continuarmos sem fazer nada. Os crimes são exaustivamente divulgados na mídia, por duas semanas, depois são esquecidos para serem substituídos por outros. As pessoas matam por motivos cada vez mais fúteis, e a impunidade incentiva a violência em nosso país.
Quem tem filhos adolescentes, não sabe mais o que fazer. Prendê-los dentro de casa? Ficar monitorando seus passos? Mas e a liberdade que os adolescentes tanto prezam? É justo que nossos filhos se tornem prisioneiros, enquanto os bandidos andam soltos pelas ruas?
O objetivo desta página é centralizar os crimes cometidos em nosso país, para que eles não sejam esquecidos. Com a ajuda de todos, queremos formar uma comunidade para acompanhar cada um deles, até que sejam solucionados e os bandidos estejam na cadeia. E denunciar aqueles que ficaram sem resposta. Por que ficaram? Poderia ter sido diferente?
Geralmente, esse tipo de movimento começa nas famílias que sofreram algum tipo de trauma. Mas eu não quero esperar por isso. Quero pelo menos tentar fazer alguma coisa para mudar essa realidade. As redes sociais têm tido um papel importante em diversos episódios recentes. Quem sabe, por meio do engajamento das pessoas, a gente não consiga sensibilizar os nossos dirigentes para que tomem providências e acabem com a impunidade de uma vez por todas? Quem sabe poderemos conseguir, um dia, andar pelas ruas sem precisar olhar para os lados com outro intuito além de admirar a paisagem?
Por Renata Pacheco
Se você se identificou com essa causa, junte-se a nós. Só teremos força para mudar alguma coisa quando nos unirmos!
Desculpem a mudança de assunto, mas eu precisava falar disso também aqui. Amanhã voltamos à nossa programação normal. Até mais!














